ANGARDI
Clipping
Pirataria põe em risco a saúde dos brasileiros
Ter, 15 de Maio de 2012 17:52

Por Ana Paula Vianna e Andréa Machado

Óculos Ray-Ban, de R$ 800 por R$ 30; iPhone, de R$ 999 por R$ 130. Em meio às bancas de camelôs não é preciso andar muito para encontrar pechinchas como essas. Um ótimo negócio se não fosse o fato de não passarem de cópias grosseiras, fruto de uma cadeia criminosa e que, mais do que causar enormes prejuízos financeiros, podem trazer graves consequências à saúde do consumidor.

Titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), Alessandro Thiers já não se surpreende com a ousadia dos falsificadores:

- Hoje, só não falsificam o que ainda não foi inventado. Mas o barato sai caro. Além de não ter qualquer garantia, esses produtos não obedecem a padrões de qualidade.

Há casos de pessoas que sofreram queimaduras e até perderam parte da mão em explosões de isqueiros e de baterias de celular falsificados. Um "inofensivo" brinquedo também pode esconder grandes riscos. Com tinta tóxica e material de baixa qualidade, bonecos e carrinho farjutos se quebram em pequenas partes, podendo ser engolidos pelas crianças.

Em meio aos remédios, o problema é ainda mais grave. Estudos indicam que o mercado paralelo responde por 20% das vendas no Brasil.

Números impressionam

Se a criatividade dos falsificadores impressiona, os números envolvidos nesse mercado negro são ainda mais estarrecedores. Cálculos da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) revelam que o prejuízo aos cofres públicos e à indústria nacional chega a R$ 40 bilhões por ano.

O lucro vai para uma ampla e organizada rede criminosa que movimenta o equivalente a R$ 1 trilhão em todo o mundo - mais do que os cerca de R$ 700 bilhões creditados ao tráfico de drogas - segundo dados da Interpol.

- Perde o consumidor, que compra um produto de baixa qualidade. E perde a indústria, que deixa de gerar empregos. O crime organizado é o único que ganha com a pirataria - ressalta Rodolpho Ramazzini, diretor da ABCF.

Legislação específica A aprovação de uma legislação específica para tratar do assunto é de extrema importância para inibir o comércio de falsificações no país, segundo José Henrique Werner, diretor da Associação Nacional para Garantia dos Direitos Intelectuais (Angardi) e sócio do escritório Dannemann e Siemsen - especializado em propriedade industrial.

O problema é que o projeto de lei que trata sobre a questão já se arrasta há 13 anos no Congresso Nacional, ainda sem qualquer perspectiva de ir adiante.

- Esse é um projeto que deveria ser aprovado com a máxima urgência. As penas aplicadas, hoje, são muito baixas, variando de um mês a um ano. Isso estimula o crime.
Werner explica que o projeto de lei endurece a punição tanto para quem fabrica quanto para quem vende as cópias não-autorizadas.

- O falsificador poderá pegar até quatro anos de reclusão. Não é que seja muito, mas já é uma punição bem mais eficiente do que a atual - explica Werner.

RANKING

As dez marcas mais pirateadas

1- NIKE (tênis e camisas de times e camisetas)

2- BILLABONG ( bermuda e camisa)

3- QUIKSILVER (bermuda e camisa)

4- ADIDAS (roupa esportiva e camisas de times)

5- RAY-BAN (óculos)

6- ECKO (camisa, bermuda e tênis)

7- OSKLEY ( óculos, boné, camisa e bermuda)

8- OAKLEY (óculos, boné, camisa e bermuda)

9- LACOSTE (camisa polo, tênis e boné)

10- NOKIA (celular)

OS DEZ PRODUTOS

1 - DVDs e CDs (filmes, show, música, jogos e programas)

2 - Roupa de clubes de futebol

3 - Camisas e bermudas masculinas

4 - Brinquedos

5 - Produtos com personagens infantis (roupas, mochilas, lancheiras e calçados)

6 - Relógios

7 - Óculos

8 - Celulares

9 - Bolsas e acessórios femininos

10 - Roupa feminina

Pirataria: Nas ruas, antes da hora

O iPhone 5 ainda nem tem data para ser lançado no exterior, mas no comércio clandestino do Rio o modelo já é vendido como a novidade do ano. Não passa de uma cópia farjuta, sem qualquer aplicativo que lembre o original ou informações de procedência. Porém, o aparelho dá uma pequena dimensão da versatilidade dos falsificadores.

- Eles se aproveitam do sucesso de um produto para pegar carona e enganar o consumidor -- diz o delegado Alessandro Thiers.

Há casos em que a antecipação do pirata ao original é ainda mais sofisticada. Modelos de bolsas Louis Vuitton - até então desconhecidos no mercado mundial - foram apreendidos em São Paulo recentemente. Ao contactar a fabricante na França, veio a surpresa: tratava-se de uma réplica da coleção em fase final de preparativos para ser lançada na Europa.

Enquanto isso, nas ruas do Rio, camelôs anunciam o lançamento em DVD de um filme brasileiro que nem entrou em cartaz nos cinemas. A cópia pirata do longa "Boca", com Daniel Oliveira, teria sido obtida num lançamento do longa-metragem na Inglaterra. Por aqui, a versão oficial está prevista para estrear em setembro.

Nas ruas, antes da hora O iPhone 5 ainda nem tem data para ser lançado no exterior, mas no comércio clandestino do Rio o modelo já é vendido como a novidade do ano. Não passa de uma cópia farjuta, sem qualquer aplicativo que lembre o original ou informações de procedência. Porém, o aparelho dá uma pequena dimensão da versatilidade dos falsificadores.

- Eles se aproveitam do sucesso de um produto para pegar carona e enganar o consumidor -- diz o delegado Alessandro Thiers.

Há casos em que a antecipação do pirata ao original é ainda mais sofisticada. Modelos de bolsas Louis Vuitton - até então desconhecidos no mercado mundial - foram apreendidos em São Paulo recentemente. Ao contactar a fabricante na França, veio a surpresa: tratava-se de uma réplica da coleção em fase final de preparativos para ser lançada na Europa.

Enquanto isso, nas ruas do Rio, camelôs anunciam o lançamento em DVD de um filme brasileiro que nem entrou em cartaz nos cinemas. A cópia pirata do longa "Boca", com Daniel Oliveira, teria sido obtida num lançamento do longa-metragem na Inglaterra. Por aqui, a versão oficial está prevista para estrear em setembro.

relógio: 'Raspadinha carioca' é a novidade no mercado

Especializada na identificação de produtos falsificados, a perita da Polícia Civil do Rio Samila Lustosa conta que o mercado ilegal não é feito apenas de cópias descaradas, como as de CDs e DVDs vendidos em saquinhos plásticos e capas cheias de falha de impressão. Sobra sofisticação quando o assunto é driblar a fiscalização ou ludibriar o consumidor.

- Muitas vezes eles escondem a marca para tentar trazer o produto do exterior, como se fosse de um outro fabricante - explica Samila.

Entre as curiosidades está um relógio apelidado pelos policiais de "raspadinha carioca", em que símbolos como o da Puma e da Adidas aparecem apenas depois de se raspar um selo, sobre o visor, que ostenta uma marca desconhecida. Há ainda formas mais tradicionais de tentar encobrir a falsificação, como a reutilização de embalagens originais, comum entre bebidas e perfumes, além do uso de nomes parecidos.

EXTRA, 13 de maio de 2012

 

 
Pente fino nas assistências técnicas de Salvador
Qui, 26 de Abril de 2012 20:52

Operações contra pirataria tiveram início ontem e vão continuar

 

A polícia de Salvador está fazendo um pente fino contra a pirataria nas assistências técnicas de informática da cidade. Na tarde de quarta-feira (25), uma operação foi deflagrada no bairro de Pituba e três estabelecimentos foram flagrados com mídias contendo programas piratas da Microsoft, como sistemas operacionais e pacotes do Office. Em cada assistência, foram encontrados de 15 a 20 CDs com cópias irregulares de softwares.

 

A operação foi deflagrada pelo delegado Nilton Tormes e Araújo, da delegacia do 16º distrito de Salvador, com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Segundo informações da policia, os estabelecimentos poderiam estar instalando programas falsificados em computadores que eram levados por clientes para reparo, ou ate mesmo em computadores novos. De acordo com o delegado Nilton Tormes, algumas denúncias de consumidores que tiveram prejuízo com a prática foram feitas às delegacias, o que acabou levando à operação de apreensão dos programas. O delegado informou que esta fiscalização se estenderá na cidade, a fim de que os consumidores não sejam mais lesados em seus direitos. 

 

A pirataria é considerada um fenômeno global, atingindo mais de 95% dos países do mundo. A Interpol define a atividade como um dos delitos mais lucrativos do mundo, movimentando cerca de US$ 520 bilhões por ano – mais do que o tráfico de drogas, que movimenta cerca de US$ 360 bilhões por ano.

 

TV Curuaru.com, 26 de abril de 2012

 
Penalidades são consideradas brandas
Qui, 26 de Abril de 2012 15:28

Por Carlos Vasconcellos | Para o Valor, do Rio

O Brasil tem uma legislação ineficiente no combate à pirataria, ou o que falta é aplicar rigorosamente as leis? A dúvida gera um debate entre especialistas. "A legislação não é das piores, mas se você me perguntar se prefiro agir na área civil ou criminal em uma ação contra pirataria de marca, eu responderia nenhum dos dois", afirma o advogado José Henrique Werner, do escritório Dannemann Siemsen e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI). "O processo civil é lento e no criminal, as penas são baixas."

 

 A legislação brasileira prevê pena de até seis meses de detenção para a venda de produtos falsificados e de até um ano para sua fabricação. Penas por concorrência desleal ficam entre três meses e um ano. Enquanto isso, na França, a violação de marca pode levar a oito anos de cadeia, e nos EUA são aplicadas multas milionárias, além de até cinco anos de reclusão por pirataria e a possibilidade de extradição se o crime for cometido por estrangeiros, informa Werner.

 

 "De um modo geral, estamos em linha com os tratados internacionais de proteção à propriedade intelectual, mas ainda há brechas na lei, que não permitem ao Estado uma resposta à altura para os titulares dos direitos violados."

 

 Werner reclama também que a curta duração das penas faz com que grande parte dos casos de pirataria caia em prescrição, especialmente em casos de marcas e patentes. "Para violação de direitos de autor, como a pena é de quatro anos, o tempo de prescrição é um pouco maior. Mas nos casos de violação de marcas o crime prescreve rapidamente, porque a tramitação dos processos é muito lenta."

 

 Werner defende a aplicação de penas maiores. "Se a pena de violação de marcas fosse de oito anos, o prazo de prescrição chegaria a oito anos, que é muito mais razoável", argumenta.

 

 O advogado explica ainda, que a lei brasileira dá mais proteção ao direito de autor do que aos direitos de detentores de marcas e patentes. "A lei considera que o crime contra o direito autoral é mais grave, porque lesa um patrimônio que é da sociedade, por isso as penas são um pouco maiores. Quando acontece uma violação desse tipo, o Ministério Público entra com a denúncia", explica. "Já os crimes contra a marca são considerados de ação privada, mas nada impede que as penas sejam mais elevadas", diz.

 

 Para o advogado Alexandre Lyrio, especializado em software do escritório Barros, Castro, Sobral, Gomes Advogados, no entanto, o problema não está propriamente nas penas, que considera adequadas. "O problema é a estrutura para colocar em prática essas leis", diz. "Os crimes prescrevem porque o processo é demorado e não porque as penas são curtas. Temos é de acelerar o processo, em vez de aumentar as penas para evitar a prescrição das violações", argumenta.

Lyrio acredita que o currículo das universidades também dá pouca importância ao assunto.

Valor, em 25 de abril de 2012

 
Crime caro
Seg, 09 de Abril de 2012 20:22

Por Pedro Canário


O 2º Ciclo de Estudos de Capacitação e Desenvolvimento na Prevenção e Repressão à Contrafação e à Pirataria e Proteção da Propriedade Intelectual, no dia 30 de março, discutiu os impactos da pirataria na economia mundial. De acordo com o advogado José Henrique Vasi Werner, a atividade gera mais receita que o tráfico de drogas. Enquanto o primeiro movimenta US$ 360 bilhões, o segundo arrecada US$ 520 bilhões.

 

Consultor Jurídico, 07 de abril de 2012.

 
Em alta, vale-tudo vira vítima da indústria da pirataria
Qua, 28 de Março de 2012 18:32

Além de lucrar com a venda de camisetas e bonés das lutas, pirataria explora também uso irregular da imagem de eventos

Febre do momento, as lutas de vale tudo começam a pagar o preço do sucesso. Com novos adeptos a cada dia, a modalidade foi uma das maiores vítimas da pirataria no ano passado.

 

É o que indica um levantamento do Dannemann Siemsen, escritório especializado em direito intelectual.

 

O Rio de Janeiro puxou a fila, com a apreensão de mil camisetas e 500 bonés da marca Ultimate Fighting Championship (UFC) durante a última edição do evento na cidade.

 

A pirataria envolvendo UFC não se limita a produtos, explica José Henrique Werner, sócio do escritório responsável pela área de repressão às falsificações.

 

Segundo Werner, tem sido cada vez mais comum a transmissão irregular das imagens das lutas transmitidas pela TV.

 

Mesmo com o evento sendo transmitido quase sempre por canais abertos de TV.

 

"Os infratores copiam as imagens em uma placa de vídeo e retransmitem as lutas para outros países do mundo que teriam de pagar para ver o evento".

 

Apenas o Dannemann participou de 838 apreensões em 2011. As operações tiveram mais de três milhões de itens apreendidos como bolsas, bebidas, celulares, facas, tablets, programas de computador e relógios.

 

No Rio, por exemplo, durante uma operação realizada no mercado popular da Rua Uruguaiana, a polícia chegou a lotar 11 caminhões com mercadorias piratas no ano passado.

 

Em Fortaleza foram apreendidos 250 pares de tênis falsificados da marca Converse All Star. "Sabemos que o mercado da pirataria é muito maior do que os números que temos, pois eles consideram apenas operações com nossos clientes", pondera o advogado.

 

Segundo Werner, a pirataria é considerada um fenômeno global, pois atinge mais de 95% do globo. De acordo com a Iterpol, a atividade gira anualmente cerca de US$ 520 bilhões, mais do que o tráfico de drogas, que movimenta aproximadamente US$ 360 bilhões por ano.

 

Há estimativas de que o Brasil teria 33% da fatia no comércio internacional de remédios falsificados.

 

BRASIL ECONÔMICO, 28 de março de 2012 - p. 44 Justiça

 
Polícia apreende 30 mil produtos piratas em ônibus no RJ
Qua, 14 de Março de 2012 00:00

Dos 42 passageiros, 13 foram detidos e 4 foram presos, diz Polícia Civil.
Veículo fazia o trajeto São Paulo-Rio pela Rodovia Presidente Dutra.

 

Cerca de 30 mil produtos piratas foram apreendidos em um ônibus de excursão na Rodovia Presidente Dutra, no Rio. As informações são da Polícia Civil. O material foi encontrado na noite de terça-feira (13), durante a Operação Águia na Estrada.

 

O veículo fazia o trajeto São Paulo-Rio de Janeiro, com 42 passageiros. Segundo a polícia, o ônibus era monitorado por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

 

Treze pessoas foram detidas por violação de marcas e responderão no Juizado Especial Criminal, e outras quatro  foram presas em flagrante e autuadas por violação de direitos autorais e receptação qualificada. A pena para este crime pode chegar a 12 anos de reclusão.

 

Ainda de acordo com a polícia, entre os produtos apreendidos há bolsas, camisas, bermudas, toalhas, relógios, óculos, meias, mochilas e telefones celulares.

 

G1, 14 de março de 2012

 
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Jose Henrique Vasi Werner PIRATARIA: OS NOVOS RUMOS DE CHINA E BRASIL

AUTOR:

Jose Henrique Vasi Werner

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